Destino: Estância Hidromineral Águas da Serra
Data: 15 de fevereiro de 2010
Distância: 25,5 km (ida e volta)
Tempo de Cavalgada: 8,5 horas com parada para descanso e lanche
Grau de dificuldade (1 a 5): 3
Ambientes: estrada de terra, floresta nativa, reflorestamento, canyons.
Atrativos: descida da estrada do Cerro, visual da Estância Águas da Serra.
Cavaleiros: Afrânio, Cisoca, Denise, Virgínia, Rita, Ângelo e Nilson.


No dia seguinte à cavalgada, a Denise gentilmente enviou o seu relato da cavalgada, que segue abaixo:

Conversei com Sr Afranio sobre enduro e aplicação das técnicas de adestramento (dressage), a base do treinamento de cavalos para qualquer esporte ou atividade eqüestre. Comentei que até um camelo responde aos comandos de “mudança de pé ao galope”, sem chicotes ou esporas, apenas com sutis comandos corporais do cavaleiro (segue a “prova” um link do vídeo “camelo dressage” no youtube http://www.youtube.com/watch?v=CnsWQ4kNG-w ) e que as técnicas de equitação são universais.
Na Estância almoçamos no deck do restaurante. Nisto víamos as nuvens carregadas chegando... Cisoca completou o percurso até a Estância com distinção e louvor! Voltou de carro junto com Afranio. Ao buscar os cavalos no piquete, pancadas de chuva forte! Eu e Virgínia vestimos as capas e não nos molhamos. A tropa deu trabalho para o Ralf, Nilson e um Garotinho que ficaram encharcados enquanto eu, a Virgínia e a Rita, que adora chuva, ficamos abrigadas no chalé em frente ao piquete, assistindo da varanda “o baile dos cavalos”, e o Angelo foi tirar uma pestana lá dentro. Bastou reunir os cavalos para a chuva parar. Montamos e Virgínia e eu decidimos deixar as capas no carro por conta de nosso “pacto” com São Pedro!
Na ida para a Estância, o Angelo perdeu a bomba de chimarrão, o que para um gaucho , é como perder uma jóia de família. Na volta após aquela chuva torrencial que caiu depois do almoço, todos procurávamos a preciosa bomba. A frente o Nilson puxando o Molde e o aflito Angelo puxando a Shiva, tropeiros típicos, procuravam e observavam qualquer reflexo brilhante, e que eram muitos, com o sol batendo sobre as poças d’água e vegetação após a chuva. Eu atrás, vi a bendita limpinha e brilhante bem no meio do caminho! Ganhei “bônus” por isso! Direito a foto do Angelo e da Rita segurando a preciosidade registrando o feliz encontro!
Ditador perdeu duas ferraduras e na volta sentiu, desci para puxá-lo nas subidas mais íngremes e pedregosas. Paramos e o Nilson encilhou o Molde para que eu pudesse voltar montada enquanto o Angelo, Rita e Virgínia seguiram nos aguardando desmontados mais a frente. Nesta parada, Pandora escapou mas foi pega pelo Angelo e Rita!
Na volta o tempo estava muito agradável! Céu azul com brancas nuvens por quase todo percurso. Virgínia e eu nos vangloriando de não termos pego a chuva forte depois do almoço. Já passada a encosta, uma leve garoa quase imperceptível começou seguida por pancadas de chuva forte que a Rita encomendou! É claro, as capas no carro do Ralf. Ficamos encharcados, com mais de litro de água dentro das botas! Apertamos o passo e não há sensação melhor do que galopar sob a chuva! O Ralf preocupado nos encontrou no caminho de volta.
Chegamos ao Rancho sem chuva, encharcados e fomos recebidos pela Elvira, com um delicioso café bem quente acompanhado de torta para esquentar a alma enquanto aguardávamos o Ralf chegar com nossas coisas que estavam dentro do carro!
Uma cavalgada inesquecível com paisagens deslumbrantes, cavalos francos e pessoas maravilhosas!
Obrigada!